terça-feira, 21 de outubro de 2008

Christine - Borboleta

Por vezes, sinto-me invadida por uma sensação inabalável de liberdade. Sou um pássaro, uma borboleta que ninguém apanha. Todas as frases feitas, provérbios e dogmas são meros espinhos numa rosa quase simetricamente perfeita. Não me abalam, não me atrasam, porque quando eu voo, vou até à mais profunda e longínqua linha do horizonte. Há, definitivamente, momentos assim. Em que sou eu, ser individual, que caminha brilhantemente com um toque de crença nos olhos. Tudo é simples. O que é cinzento, será cinzento. Não há complicações, interpretações, o que é, é.

Estou de novo debaixo daquela árvore que reflecte nas suas folhas esmeralda a luz já ténue de um sol que se estica tranquilamente no lago azul esverdeado e algo cristalino para o qual olho de forma sonhadora. Ali, sou como uma criança embalada no berço, feliz, segura, "without a care in the world".