Por vezes, sinto-me invadida por uma sensação inabalável de liberdade. Sou um pássaro, uma borboleta que ninguém apanha. Todas as frases feitas, provérbios e dogmas são meros espinhos numa rosa quase simetricamente perfeita. Não me abalam, não me atrasam, porque quando eu voo, vou até à mais profunda e longínqua linha do horizonte. Há, definitivamente, momentos assim. Em que sou eu, ser individual, que caminha brilhantemente com um toque de crença nos olhos. Tudo é simples. O que é cinzento, será cinzento. Não há complicações, interpretações, o que é, é.
Estou de novo debaixo daquela árvore que reflecte nas suas folhas esmeralda a luz já ténue de um sol que se estica tranquilamente no lago azul esverdeado e algo cristalino para o qual olho de forma sonhadora. Ali, sou como uma criança embalada no berço, feliz, segura, "without a care in the world".
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Christine - Borboleta
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Rachel
Tenho andado a meditar e cheguei à conclusão que, neste blog, estamos a precisar de sugestões cinematográficas para uma tarde bem passada. Por isso, aqui vão as minhas sugestões para uma óptima tarde:
Música e Letra: A história de um músico frustrado e de uma jovem escritora descrente no seu talento que vêem a sua esperança renascida, quando lhes é oferecida a oportunidade de escreverem uma hit song. Claro, que esta a receita perfeita para duas almas perdidas se apaixonarem *****

Para Sempre Cinderella: Uma versão moderna da Cinderella que tem muito que se lhe diga. Com um princípe rebelde que rejeita o outro e uma rapariga inteligente sem papas na língua por quem aquele se apaixona quase à primeira vista. O resto é um clássico...*****
Moulin Rouge: Quem não conhece este musical fabuloso? A história do escritor que se enamora da cortesã? A receita pode ter o seu quê de cliché, mas a música supera o simplecismo do enredo. Come What May , Your Song e Nature Boy destacam-se, dando ao filme um ímpeto romântico que leva em viagem o mais pragmático dos seres! ****

Match Point: Com Jonathan Rhys Meyers e Scarlett Johansson, este filme leve ao extremo a máxima "O mundo é dos espertos" ao nos dar a conhecer a vida de um ténista que vai "trepando" para a alta sociedade sem que os "enganados" se apercebam do que jaz por detrás da máscara do nosso protagonisto. *****
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Christina

É quase meia noite. Os minutos passam dolentemente, enquanto me agarro às réstias de uma liberdade emprestada, dando por mim a reflectir sobre o que há de caótico na minha vida e sobre a velha história de Platão da meia laranja. A ideia de que algures no mundo, seja na China, seja em Nova Iorque, seja no Cazaquistão, está a nossa cara metade. A nossa meia laranja. A nossa alma gémea. Não é algo que se encontre no supermercado ou num excelente centro comercial como o Colombo e as amoreiras. É algo transcendente.
Contudo, os psicólogos dizem outra coisa que vem contrariar este mito ilógico, muito à conto de fadas para adolescentes sonhadoras, crianças ou qualquer pessoa que veja nisso uma espécie de magia aconchegante. A teoria é a de que não há uma alma gémea, há várias. No mundo podemos ser muito felizes com uns milhares de seres humanos, felizes com outros, ter uma relação equilibrada com uns quantos e, assim sucessivamente.
No entanto, se é tão simples, porque será que 30% da população feminina é solteira? Porque será que é tão difícil encaixarmo-nos em alguém? Será que esses milhares se perderam, no entretanto, aniquilados por qualquer mal anti-caras-metade?
Alguém disse que nós, seres humanos, temos o dom de criar protótipos daqueles com quem achamos que devíamos estar e, que, de certo modo, acabamos gerindo as nossas relações nessa base. Procuramos princípes de contos de fadas que não existem.
Ao longo da nossa infância, somos levadas a acreditar na pura e inexplicável magia do amor, na beleza do amar perdidamente, no magnífico morrer por amor... Nos contos de fadas, ninguém nos conta como realmente era a relação deles, a relação perfeita. Apenas sabemos que vivem felizes para sempre num castelo de marfim. Não nos dão indicações de como agir. Nada. Tudo o que sabemos é que acabam felizes. Apenas isso. Persiste a dúvida de como a Cinderela conseguiu manter o casamento, como a Bela suportou o mau feitio do Monstro ou como a Branca de Neve aguentou as futilidades do seu amor. Persiste a dúvida.
A realidade é diferente. Somos confrontados com princípes que não são mais que meros mortais disfarçados de realeza. Princípes que chegam meia hora atrasados ao cinema, que nos deixam à espera que se entreguem, que nos magoam repetidas vezes. Princípes sem cavalos brancos ou espadas em punho. Princípes que não vão cortar heras para nos salvar de um sono eterno. Não, não existem. Não vão existir. Podemos amar, podemos sofrer, mas por mais que doa ninguém nos vai salvar, ninguém que amemos nos vai proteger do frio da noite. Nenhum princípe vai dar mais que um pedaço de si, o resquício do que desejávamos receber.
Temos que nos levantar por nós próprias. Acordar e cortar as heras, lutar contra bruxas malvadas e ogres, porque ninguém é mais poderoso, mais capaz, mais herói do que nós, do que o "eu" que cuida de nós. Não há donzelas em apuros com jovens valentes que as vão tirar das torres. A Rapunzel dos nossos dias teria de atar um lençol à sua cama, cortar o seu cabelo, fugir sozinha. A verdade é que, como diria Anne Rice, " in the end, we're all alone."
sábado, 5 de janeiro de 2008
Riley

Sempre achei que o céu seria um lugar muito aborrecido com sopa de tomate para comer todas as noites, Jesus, os santos todos, a Madre Teresa de Calcutá e o Papa João Paulo II, uma predominância do branco, uma necessidade extrema de ser politicamente correcto e, por fim, uma falta de criaturas excêntricas para nos animarem.Por isso, criei a minha própria visão do inferno.
Existem 7 circúlos:
1. Para o ladrõezecos de meia tigela que, no fundo, não são más pessoas e, todos aqueles que cederam ao pecado da Gula e da Preguiça.
O segundo e o terceiro é para os excêntricos que não resistiram à luxúria, à avareza, à Inveja.
O quarto para todos os que não resistiram a uma vingançazinha.Os restantes são para os verdadeiros vilãos da História da Humanidade.
Anyway, aqui têm o meu poema que define, em parte, a minha visão do que serão os três primeiros círculos do inferno:
Welcome to my Hell
Welcome to my Hell
With five jacuzzis and a wishing well
Come and don't be scared
'Cause here you can do what you never dared
It's here your life's story you'll tell
And where you'll meet Orson Wells
Here in hell
All is swell
With five jacuzzis and a wishing well
And without churches with an annoying bell
Here in this steam
Everyone that's worth you'll find
And it begins with Oscar Wilde
And even if to you strange this may seem
You'll know for surem it can't be a dream
Here in hell
All is swell
With five jacuzzis and a wishing well
With no diamonds you can sell
In hell you can have so much fun
With Nietzsche you can play chess
And Freud you can cure all your stress
You'll love it so much that from Heaven you'll run
You'll love it so much that you'll rather have no sun
Here in hell
All is swell
With five jacuzzis and a wishing well
With so many stories for you to tell
So come and don't be scared
We're not professional sinners
Just very good beginners
Come and do what you've never dared
Do the things Heaven never beared
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